quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Viva como as flores!

▬ Mestre, como faço para não me aborrecer? Algumas pessoas falam demais, outras são ignorantes. Algumas são indiferentes. Sinto ódio das que são mentirosas. Sofro com as que caluniam.

▬ Pois viva como as flores!, advertiu o mestre.

▬ Como é viver como as flores? Perguntou o discípulo.

▬ Repare nestas flores, continuou o mestre, apontando lírios que cresciam no jardim. Elas nascem no esterco, entretanto são puras e perfumadas. Extraem do adubo malcheiroso tudo que lhes é útil e saudável, mas não permitem que o azedume da terra manche o frescor de
suas pétalas.

É justo angustiar-se com as próprias culpas, mas não é sábio permitir que os vícios dos outros o importunem. Os defeitos deles são deles e não seus. Se não são seus, não há razão para borrecimento.

Exercite, pois, a virtude de rejeitar todo mal que vem de fora.

▬ Isso é viver como as flores!

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